domingo, 21 de maio de 2017

Sabe aqueles dias em que você sente uma vontade absurda de escrever e parece que sua mente cria a armadilha de não lhe dar nenhum gatilho criativo? Pois é. Por meses eu vinha me perguntando qual o real motivo de ter parado de escrever continuamente nesse blog. Será que eu já não me considerava bom o suficiente, ou tinha medo de que alguém lesse e não gostasse do que viu? Isso é bem idiota, já que posso contar nos dedos as pessoas que sabem da existência dele. Que cabeça mais difícil de entender. Hoje eu estou em minha cama, quase meia noite, final de semana e a única pessoa que me faria sair daqui, é você. É engraçado como conhecemos pessoas aleatoriamente, nos encantamos por algumas, nos interessamos por outras, olhamos torto para tantas e ainda conseguimos odiar determinadas poucas. Não sei porque, mas o universo resolveu nos colocar frente a frente, parecia mágica... Eu não ia sair naquele dia, mas minhas amigas resolveram que não era plausível eu ficar em casa, mesmo tendo que trabalhar no dia seguinte. Por mais que eu tentasse escapar pelas beiradas, elas acabaram conseguindo me tirar do marasmo e do aconchego do lar. Chegando lá, encontrei uma garota que já foi muito próxima de mim, chegou até a se declarar em determinado momento, mas precisei ser franco com ela ao dizer que não tínhamos a mínima chance de ficarmos juntos. Ela veio falar comigo, e continuou falando, resolveu dançar na nossa rodinha e tentou algumas investidas, em vão. Depois disso, minhas fiéis escudeiras encontraram pares para se divertir e eu, resolvi passear pela festa afim de dançar e me divertir. Eu estava embaixo do palco, dançando e cantando com uma de minhas amigas, quando você apareceu na minha frente. Sabe aqueles momentos em que bate a música, bate o olhar, bate a sensualidade e aquele sorriso desconcertante?Até agora, eu fico pensando quais eram as chances de nos encontrarmos ali, naquele instante, com todas as condições favoráveis... Tantas coisas poderiam ter sido diferentes naquele dia e qualquer coisa, por menor importância que tivesse, causaria a possibilidade disso não acontecer, de nós não termos nos fitado e aqueles seus olhos, eu nem sei explicar o que eu vi neles, mas foi instantâneo... A aproximação não demorou a acontecer e, nosso beijo então, parece que encaixou melhor do que o Arthur no meio campo do Grêmio. Quando a química acontece, não tem como segurar, e aquelas unhas percorrendo minhas costas, me causam arrepios até hoje. Agora eu pergunto, que sentido tem tudo isso, se depois de cinco minutos (eu disse CINCO MINUTOS) você vai embora? Eu não posso deixar que a gente dure só esses cinco minutos, que essas sensações se percam com o passar dos dias, entende? Não dá pra desperdiçar a chance de conhecer a garota que fez toda aquela noite valer a pena, em tão pouco tempo. Talvez você nunca saiba que tirou o meu sono nesses últimos três dias. Mas saiba que, um dia, tudo vai conspirar a nosso favor novamente, eu tenho certeza disso. Então, eu vou pegar na sua mão. Vou colocar a outra mão na sua cintura. Enquanto o mundo passar ao nosso redor, esse momento vai ser o nosso mundo. Depois disso, você não vai mais querer ir embora.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Sobrevivi ao caos. Por mais de um ano. Ou será que eu era o caos nesse período, ou talvez tenha sido você? O mais provável, é que nós tenhamos sido o melhor e maior caos de todos os tempos. Em um mundo repleto de sonhos e fantasia, você foi a grande realidade formatada para me fazer acreditar no dito "felizes para sempre". E hoje, se eu falo sobre isso no passado, é porque me permiti o luxo de te esquecer. Entretanto, seria tolo ao afirmar que esqueci nossos momentos juntos, situações delicadas, complicadas, românticas e até dramáticas no final. O grande fato aqui é que meu coração já não bate mais por você. Creio que, enfim, ele bata por si mesmo.